terça-feira, 19 de abril de 2011

O tempo não passa II

Estou acabada, alguns passos e fico ofegante. Deitada em frente à casa, no gramado, vejo que até os passarinhos não me levam a sério.  Se fosse o Spock, especialista em pegá-los, nem se atreviam a ciscar a menos de 20 metros de distância, neste momento um Sabiá e um João de Barro estão a metros de mim, e nem ligam.  Mesmo que usasse a minha hiper-tripler arrancada, temida pelos entregadores de gás, água, carteiros e estranhos, não percorreria mais do que alguns centímetros, é como se tivesse engolido uma âncora.  Afora as constantes rebeliões que acontecem dentro de mim, estou só aguardando o desfecho. Acho que o momento chegará quando uma destas rebeliões culminar com uma fuga em massa, aí com certeza estará imediatamente  resolvido meu problema, poderei voltar a passear com meus irmãos e brincar de bolinha com meus donos.  Será como um passe de mágica !

Um comentário:

  1. Brigitte,vc está com uma carinha de quem está pensando: O que fui arrumar pra mim?!?! kkkkkk

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